
Sina
A sina do viver
concebe em nós
a liberdade
alguns se acorrentam
em ambíguas escolhas
e os sertões imploram
águas e sementes
a liberdade não é
o que parece ser
está mais para filosofia
do que para desapego
quanto vale a liberdade?
não tenho ganhos
suficientes valiosos
que paguem o habeas
corpus e habeas espíritos
estou aqui a meu
bel prazer, sozinha
porque a estrada
invisível do ser
é um labirinto de solidão
não me acho em lugar
nenhum
a sina do viver
imputa meus erros
e os lava com lágrimas
o sorriso é o desafio
de gigantes que trilham
acorrentados por
desejos fúteis e inúteis
pra que serve mesmo
está sina?
Sina de viver, escolhas e consequências...
ResponderExcluirReflexivo poema, Aina.
Aproveito para desejar um final de ano tranquilo e com muita paisagem colorida passeando por sua janela.
Oi amigo, estou feliz porque veio. Obrigada. Feliz dias vindouros para você e que a poesia nos encha de motivos para querer estar aqui nesta vida preciosa e fugaz. Abraço.
ExcluirPassarinhando para deixar um abraço amigo de feliz 2016 para todo nós!
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